Grandes ideias de quem não traz resultados

Já diz o ditado
Já disse um grande filósofo do séc. XIX, Aldous Huxley:"Conhecimento não é aquilo que você sabe e sim aquilo que você faz com o que sabe". Acontece que nas organizações sempre tem aquela pessoa que pensa saber o seu próprio jeito de fazer o certo, negligenciando os ensinamentos de quem tem experiência, realmente.

Os tipos de colaboradores
Tenho vivenciado em organizações de todos os portes, colaboradores que não conseguem trazer os resultados esperados, até mesmo quando os líderes são os mais pacientes quanto possível. Existe também um outro tipo que já fez conforme o indicado e teve ótimos resultados, e agora aprendeu, ficou bom e já sabe seu próprio caminho, desvirtuando o que é indicado pela organização. E tem aqueles que realmente aprendem e se esforçam para entender a cultura da empresa, continuam a fazer o que é certo.

Mas o que é certo?
Existem inúmeras matérias em revistas e periódicos especializados em administração que falam no poder do "empowerment", que em suma é dar poder para o
colaborador usar o que aprendeu para otimizar os resultados nas organizações. Em outras palavras é dar autonomia.
Por outro lado, há alguns anos mau pai e mentor, Norberto Valentini, um verdadeiro mestre e um dos precursores de treinamenrtos comportamentais modernos, me mandou uma matéria que falava sobre os principais motivos pelo qual um colaborador pode ser demitido. Dentre outros motivos o principal que constava era - não se adaptar à cultura da empresa. Então temos um paradoxo interessante e que sempre vai ser motivo de longos pensamentos dos empreendedores: dar autonomia ou fazer o colaborador se adaptar?

Fala e não faz
Certa vez eu estava em uma mesa de reuniões com alguns presentes fisicamente e outros presentes de forma on line. Situação em que discutíamos estratégias para determinada empresa, de como resolver problemas e aumentar vendas on line. Eu apenas ouvia e fazia as ponderações necessárias. Percebi que a reunião se estendeu o dobro do tempo esperado e comecei a perceber alguns motivos. Haviam duas pessoas que davam ideias fantásticas e que faziam todos discutirem em cima delas por um bom tempo. Muitos se empolgavam e diziam: é isto aí! Assim vai dar certo. Dentre os diversos assuntos que envolviam o tema, um deles era o investimento que deveria ser feito, então eram assuntos delicados. Comecei a analisar que quem estava dando as melhores ideias e de forma veemente, eram justamente os membros que tinham os menores resultados entre os demais daquela equipe. Antes de fazer qualquer julgamento, comecei a analisar os motivos de fazerem isto. Percebi que estas pessoas já estiveram "por um fio" de serem retiradas da equipe e pensei que estava pesado para elas esta situação. Então se não dessem boas ideias ficaria evidente que não serviriam para praticamente nada. Nesta "sinuca de bico" tinha que pelo menos parecer que estavam fazendo algo e isto se fez através de suas boas ideias e algumas nem tanto assim, que acabaram virando motivo de evidente despreparo diante de todos. Algumas de suas sugestões foram votadas e aceitas pela maioria, mas no decorrer do projeto nem eles mesmos que sugeriram conseguiram por em prática, enquanto os que sempre trouxeram resultados conseguiram, evidentemente, pois não eram pessoas de desculpas e sim, de resultados!!!

Lição
O líder tem que lidar com todos os tipos de situação, ter flexibilidade e resiliência para passar por estes momentos, caso contrário, fala uma besteira ou toma uma decisão precipitada e acaba por perder bons colaboradores por não demonstrar preparo nas horas de aperto.
Sempre haverão os que sabem como fazer mas não trazem resultados. Pior ainda é o que não tem humildade, vê que não está trazendo os resultados esperados e continua fazendo do seu jeito e "se acha" melhor que os demais. E sempre terão os que não sabem, admitem e buscam muito saber como é. Tenho certeza que este, ao buscar o líder constantemente não o estará incomodando, mas será visto como um bom colaborador.

O que fazer?
Cabe ao líder se preparar, se treinar, buscar autoconhecimento e desenvolvimento emocional para suportar toda a pressão que afunila sobre ele. Ler bons livros e ter bons hábitos para se equilibrar. Os colaboradores também devem ser treinados e motivados constantemente e os que não trazem resultados talvez mereçam uma segunda chace, entretanto se não mudarem mesmo assim, talvez sejam  a "laranja podre" e devem ser demitidos para o bem maior. 

Nobre Abraço
Rodrigo R. Valentini
Diretor CEO Nobre Treinamentos